Um dos objectivos estratégicos de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura consiste na plena participação das pessoas e na qualificação do envolvimento comunitário, potenciando assim mais vivas formas de criação de novas memórias. O programa integrado nesta área pretende reflectir sobre os sentidos de pertença e de diferença, compreender a sua expressão, se é ou não consciente, assumida, gratificante, e se tem ao seu dispor a latitude, a profundidade e a legitimação a que qualquer comunidade tem direito.
Pretende-se converter este pretexto excepcional de Guimarães 2012 para reforçar o sentido comum de pertença, ao mesmo tempo que se dá oportunidade de conhecimento de outras identidades e expressões acolhidas na cidade e para além dela. Integram este caminho um conjunto de iniciativas e acções que visam valorizar o grande sentido de memória que a História encerra, propor novos modos de olhar o presente e sonhar o futuro, promover o encontro, a colaboração, o confronto, a convivência de grupos que habitualmente menos se encontram. Se algumas destas iniciativas estão pensadas como alavanca de vontades e experiências, outras, pelo contrário, são propostas tendo em conta, sobretudo, o futuro.
Este programa aposta na qualificação de parceiros educativos e criativos de guimarães, a partir de um modelo de trabalho em rede. Levará também à formação de uma bolsa de artistas como recurso a ser usado por grupos da população. Contempla ainda iniciativas que estimulam e/ou amplificam acções e momentos de encontro cultural, educativo ou artístico.
Três projectos estruturam este programa:
• Rede de Parceiros Educativos
Constituição de uma rede voluntária de educadores, integrando professores, agentes educativos de equipamentos culturais, artísticos e sociais. Pretende constituir-se como espaço de formação, de intercâmbio e de investigação, desafiando novas práticas de trabalho cooperante.
• Bolsa de Artistas
Criação de uma bolsa de artistas como recurso disponível para ser usado por escolas, equipamentos sócio-culturais e outros grupos da população, para enriquecimento dos seus curricula e transformação dos seus projectos educativos.
• “Cerejas no Bolo”
Acções de programação pontual e com orientação cirúrgica, que visam “vitaminar” zonas e grupos específicos em cada momento.